Dando continuidade ao texto de apresentação do Bazaar, segue agora o guia de consulta rápida para o Bazaar.
O Bazaar funciona mais ou menos como o nome dele sugere:
Ao entrar no estabelecimento, apresente-se ao funcionário
Antes de executar a primeira operação, tenha certeza que o bzr sabe quem você é:
bzr whoami "AC de Souza <seu_email@seudominio.com>"
Pegar o cesto de compras, ou como criar o repositório?
Agora que já nos apresentamos, é interessante você criar um repositório bzr no seu projeto. Para iniciar um repositório bzr no diretório corrente:
bzr init .
Onde o “.” identifica que é o diretório corrente.
Aqui é o momento em que você deve criar o esqueleto do projeto que será posto no Bazaar.
Os dados do seu repositório ficaram em uma pasta, .bzr, na raiz do seu projeto. Acho isso melhor do que um mundo pastas “.svn” expalhadas pelo projeto.
Coloque no cesto, apenas, o que você vai querer… Ou, como ignorar artefatos?
Nem tudo deve ser incluído no repositório; como as classes compiladas, por exemplo. Para isso serve a opção ignore.
Nas configurações dos meus projetos, as classes compiladas vão para a pasta target para não incluí-lo no bzr faremos:
bzr ignore target
Além de pastas e arquivos, a opção ignore, pode ser usada para grupos de arquivos, ou pasta. Vou aproveitar e excluir a pasta logs e os arquivos de build gerados pelo Eclipse:
bzr ignore *-build.xml logs
Enchendo o cesto com os artigos de sua necessidade…
Uma vez que o projeto já tenha alguma coisa para ser controlado, use o comando abaixo para adicionar os artefatos criados no repositório:
bzr add
Passando no caixa… Ou, como confirmar as modificações
Para commitar as alterações no projeto use:
bzr commit -m "Mensagem de commit"
Arrumando as compras na despensa de casa… Como publicar o repositório?
O repositório centralizado tem uma funcionalidade muito boa, que é saber onde encontrar os fontes mais atuais. Este problema é resolvido com os sistemas distribuídos usando o conceito de publicação. Consiste, basicamente, em exportar os dados do seu repositório em um local “público” como um servidor FTP, SFTP, NFS ou uma pasta compartilhada do Windows(opção desaconselhada pelos desenvolvedores do Bazaar). Mas se você está usando o Windows, é a forma mais rápida de testar esta funcionalidade.
Quem vai te ajudar aqui é o push. Ele é o responsável pela publicação do repositório:
bzr push --create-prefix --use-existing-dir file://NomeDoComputadorNaRedeWindows/nome_da_pasta_compartilhada
Claro que se você usa Linux(Ok! Se você está procurando sobre um sistema de controle de versão distribuido, também ja entendeu), já entendeu que o “file:” está fazendo ali. É o protocolo usado para acessar o local de publicação.
Pegando os biscoitos na despensa, a.k.a., baixar o projeto de um repositório
Para acessar um projeto publicado por outra pessoa, você cria um branch do repositório:
bzr branch file://NomeDoComputadorNaRedeWindows/nome_da_pasta_compartilhada
Repondo a baixa do pacote de biscoitos… Ou, como sincronizar suas alterações com o que já foi publicado?
A comparação, aqui, não ficou muito legal uma vez que quando se baixa um repositório ele não é apagado, como no caso do pacote de biscoitos.
Para atualizar o repositório público com as suas alterações:
bzr pull
Com isso, dá para entender como usar as funções mais comuns do dia-a-dia de um usuário. Mais informações sobre o Bazaar, podem ser encontradas nos tutoriais e manuais presentes na página do projeto.
Na área de comentários as dúvidas, críticas ou sugestões são sempre bem-vindas… ;-)